26 de agosto de 2013

Jbay

No caminho pra Jeffrey's vimos muitos macacos na estrada. Muitos mesmo... até agora eu tava achando que na Costa Rica tinha mais macaco na rua do que na África, mas hoje a África ficou mais parecida com o conceito de África que eu tinha quando criança.


Chegamos em Jeffrey's, largamos as coisas no hostel e fomos ver a praia. Tava calor - quase morri de calça jeans - mas ventando horrores. Não tinha ninguém na praia, só surfistas mesmo. O mar é lindo, as ondas não estão tão grandes (maiores do que parecem na foto), mas são bem perfeitinhas.
Coisa louca estar nesse lugar. Eu tinha poster de Jbay na parede do meu quarto há uns anos atrás... nunca pensei estaria de frente pra esse mar um dia... :) feliz!


Fomos atrás dos outlets de surf pro Tiago começar suas compras anuais de férias (ele só compra roupa em viagem, nem uma meia em Curitiba)! Realmente é muito mais barato do que no Brasil... 
*Eu devo ser a única pessoa que consegue encontrar peças que não liquidam dentro de um outlet. Tudo o que eu gostava era o preço da etiqueta... tenho toque de midas! 
Tiago ficou ensaiando entrar em contato com o Christian Surfers daqui, só tínhamos o endereço do escritório que alguém passou por e-mail, e ninguém por ali conseguia explicar pra nós onde era. Enquanto isso fomos ao mercado comprar nosso breakfast de amanhã. De repente, na fila do caixa, alguém lê na camiseta dele "Surfistas de Cristo", com sotaque de gringo. Olhamos pra trás tava um cara com o moletom do CS África. Era o Roy, um dos líderes dos surfistas de Jeffrey's... Deus é bom!!!
Ele levou a gente até o escritório, apresentou a gente pra todo mundo, mostrou a casa pra nós e já marcou surf, reunião de oração... Tamo junto!

Então vamos dormir, que pelo jeito os próximos dias vão começar cedo...
Bjo.

25 de agosto de 2013

If you jump, I jump, right?!!!

Levantamos cedo pro breakfast e nos mandamos pro parque onde seria nosso salto. Estava marcado pras 11h, mas queríamos garantir que nenhum caminho estranho ia atrasar a nossa vida e ter certeza do que íamos fazer (!!!). 


Chegamos lá, pegamos as primeiras instruções, colocaram o cinto na gente e ficamos esperando mais alguns chegarem pra irmos juntos até a ponte. Nisso achamos um lugar de onde dava pra fotografar a altura da bichinha. 216 metros de altura. O Bungy Jump mais alto do mundo, segundo o Guiness!!


Porque se é pra pular uma vez na vida, que seja logo do lugar mais alto!
Aí quem ia pular no mesmo horário que a gente era um gringo que a gente já tinha encontrado no barco dos tubarões. Tava ele e o amigo. Só um ia saltar, o outro não teve coragem.
Fomos pra ponte. O Tiago queria saltar com a câmerazinha presa na mão, mas não deixaram a gente levar nada pra lá, só a chave do carro - pq depois eles iam nos fazer compras as fotos deles.
O caminho que leva até a plataforma já é assustador, uma grade com uma bela vista lá pra baixo.
O cara que não ia pular, mas atava acompanhando o amigo, tava suando frio.
Chegamos na plataforma, uma equipe de uns 10 caras, mó animados, música alta, eles dançando... eu achando tudo bem divertido. 


Não tive medo em nenhum momento, não sei por que... (nessas horas sempre penso nas palavras da rainha Ester: "se perecer, pereci!" kkkkk). Eu tava mega empolgada! Foi aquela estrada maluca de ontem que deixou o salto fácil, eu sabia...
Eu queria ser a primeira e queria que o Tiago não fosse o primeiro. Porque eu prefiro ser a primeira antes que eu fique nervosa e porque eu queria que o Tiago visse que as pessoas voltam vivas do salto, antes da vez dele (não que ele estivesse com medo... ahahaha). Mas chegamos lá eles colocaram na ordem: seria o Tiago, o gringo e por último eu! 
:s Fazer o quê? 


Prenderam o cinto do Tiago na corda, deram umas intruções, contaram 1, 2, 3 and JUMP!!! E lá se foi o meu marido pelos ares!


Na hora que ele saltou, eu gritei e saí correndo (louca, não sei pra onde que eu ia), eu queria ver a queda, mas não tinha acesso, aí um cara me disse pra assistir na TV que tava bem em cima da minha cabeça e eu não tinha visto... rsrsrsr. E lá veio ele pendurado na corda, com um sorriso maior que o rosto! :D
O gringo pulou em seguida e depois eu.


A sensação é indescritível!
Acho que são 5 segundos de queda livre e depois você fica lá, balançando de cabeça pra baixo.
(Depois, eu contando pra moça da loja: "quando eu tava caindo parecia que meus olhos iam pular pra fora!" E ela me olhou com uma cara de terror e disse: "Noooooossa, e o cérebro?" kkkkkk Eu respondi: Nooo, the brain was ok!" ahuahuauahauha, coitada, essa nunca mais vai criar coragem).
Enfim, foi a coisa mais louca e mais legal de todas que a gente já fez na vida!!
Perguntei pro gringo se ele tinha gostado. Ele disse que tava com tanto medo que nem conseguiu olhar a paisagem. 
(Bem que o cara da Face Adrenalin - a empresa que opera o bungy - me disse que tem muito mais mulher que salta do que homem... )
O outro gringo que tava junto tava com um sorrizinho empalhado no rosto. eheheh
Acabou! Rápido e indolor. Fomos embora felizes e com a perna bamba.
Saímos de lá e fomos até o Storms River Mouth, que a doida da Jane (dona do hotel) indicou pra gente conhecer. 
O lugar era lindo mesmo. Almoçamos lá e fomos atrás da tal Suspension Bridge, mas nada muito emocionante - a vista era bonita.


Nesse parque tem um bichinho que parece um esquilo grande e quando estávamos voltando embora vimos golfinhos no mar. Muitos!!! Acho que tinha uns 50 brincando nas ondas. 
O máximo.


Chega de aventuras. 
Voltamos pra casa, porque a gente queria ver as fotos do salto (que a gente comprou, é claro). Só saímos pra comer alguma coisa depois.
Amanhã a trip continua pra Jeffrey's Bay! Pensa num marido empolgado! Não vai dormir hoje...

24 de agosto de 2013

2 perdidos na África!

Meu Deus, a gente se perdeu hoje! 
Resolvemos sair do hotel e ir direto pra Plettenberg por que o que tinha pra fazer em George era visitar umas cavernas, mas tínhamos que ter feito isso ontem, se não fosse o cancelamento do primeiro passeio pra ver os tubarões. Então saímos umas 9h30 da casa, colocamos o endereço no GPS e fomos (sem olhar no mapa! todas as vezes eu olhei, conferi o caminho mil vezes, e dessa vez esqueci). Segundo o google (quando eu montei o roteiro), a distância é de 95 km então antes das 11h estaríamos em Plett.
1 hora de estrada depois eu comecei a achar estranho não ver nenhuma placa indicando a cidade que a gente queria. Fui conferir o caminho que o GPS deu e vi que ele tinha mandado a gente pro meio do mapa! Pensamos em voltar, mas achamos que ia dar na mesma continuar pelo caminho em que estávamos, então seguimos.
O que a gente não sabia é que pela frente tinha 50 km de estrada de terra, cheia de curvas, passava só um carro e era na beira de um precipício! No começo tudo bem, levamos na esportiva, dando graça em tudo!
15 km depois começamos a encontrar alguns carros que vinham da direção contrária a toda e a gente tinha que desviar (pro lado do buraco - lembrando do agravante da mão inglesa).
era pra gente ter ido o tempo todo pela N2, mas o gps levou a gente pra N9!
O Tiago achando a paisagem incrível, me falando: "olhe lá, como aqui é alto" e eu dura no banco (claro, o abismo ficava do meu lado, eu tava vendo o fim bem de perto).
Acho que nunca passei tanto medo na vida. Cheguei em Plettenberg toda dolorida de tão tensa... Trocava a estrada pelo Bungy Jump fácil!
Chegamos em Plettenberg quase as 13h! Ainda demoramos pra encontrar a pousada. Quando saímos pra almoçar já estava quase tudo fechado. Esqueci que é final de semana, e aqui poucos lugares ficam abertos à noite ou no fds.
Encontramos um Fish 'n Chips bem mais ou menos e foi isso mesmo. Graças a Deus o hotelzinho é bem agradável, parece casa de boneca, pra aliviar as tensões.


 Depois resolvemos ir até Knysna que é 30 km daqui, pela primeira vez vimos macacos na estrada, os que eles chamam de baboons, que são macacos do tamanho de uma criança e são bravos. Em Knysna encontramos um parque, demos uma volta e ficamos ali até o pôr do sol. Lugar lindo, pouca gente. Ninguém com funk tocando no som do carro, nem no celular... Um silêncio pra trazer a paz de volta.


Voltamos pro hostel (não sei se é pousada, hotel, hostel... eles chamam de guest house), a dona indicou um lugar pra jantarmos que valia a pena. Valeu mesmo. De frente pra praia, comemos um peixe muito bom.
Só isso por hoje.
Ahhhh, nosso primeiro salto de bungy jump da vida vai ser logo no mais alto do mundo! E é amanhã! Reservado e pago, não tem mais volta!
Amanhã a gente conta!
Bjo.

23 de agosto de 2013

Shark Attack!!!

Finalmente nosso tão esperado encontro com o Grande Tubarão Branco aconteceu!
Fez um dia lindo hoje, com pouco vento e nenhuma nuvem - perfeito pra ir pro mar.
Saímos do albergue cedo e fomos pro lugar de onde sairia o barco. Chegamos lá super cedo e tivemos que ficar 2 hrs esperando o povo que tava vindo de ônibus de Cape Town ( ! ). Mas tudo bem, a empresa que leva pro passeio tinha um café da manhã posto ali pra galera e a gente aproveitou pra completar o nosso (pq o do albergue vocês imaginam né...) eu tinha tomado um dramin pra não enjoar no barco e tava caindo de sono. 



Finalmente o barco saiu. Apesar de não ser muito distante da praia e do pouco vento, tinha muita onda e o barco balançou bastante até o ponto onde a gente ia parar. Já tinha gente passando mal antes de chegarmos.
Assim que paramos vimos um tubarão a uns 5 metros do barco. O "guia" deu algumas instruções pra quem ia mergulhar, pros que iam ficar no barco e pros que iam vomitar e começou a brincadeira.


Eles usam um pedaço de peixe como isca pra atrair os tubarões, não sei quantos nós vimos, talvez tenha sido mais de um, porque tenho a impressão de algumas vezes serem maiores e outras menores, mas era sempre um de cada vez. Diz o cara que o bicho é bem mais tímido do que todo mundo pensa e quando ele vinha, vinha mais pra ver o que tava acontecendo do que pra comer mesmo porque só tirou o peixe uma vez e, nessa, ficou um tempo nadando na superfície com o peixe na boca (como ele disse, se o tubarão quisesse mesmo pegar o peixe ele pegava, e quando pegou parecia que ele queria mostrar pra todo mundo). 
Eu esperava ver um ataque de tubarão branco de filme. Daqueles que o bicho pula pra fora da água pra pegar a presa, mostrando todos os seus 350 dentes. Mas descobri que isso é coisa de filme mesmo. Eles vinham bem mansinhos, davam uma narigada no peixe e sumiam na água turva.
O Tiago mergulhou, eu não tive coragem (de tirar a roupa naquele frio, porque perdi o medo dos tubarões). Só de pensar em colocar aquela roupa de borracha molhada (do último grupo que usou), entrar na água congelante e depois trocar de roupa no barco e ir sem tomar um banho quente até a próxima cidade... desisti. Uma pena, porque o Tiago não conseguiu fazer muuuitos registros de baixo d'água. A visibilidade não ajudou.
com o peixe na boca
De volta em terra firme as 15h, a empresa serviu almoço e tocamos direto pra cidade de George, nossa próxima parada. Foram 4 intermináveis horas de viagem, mas a Garden Route é muito bonita, ladeada por plantações e campos com ovelhas, gado, avestruzes... 


Chegamos no hotel a noite, graças a Deus o gps funciona, caso contrário nunca encontraríamos o lugar. Acho que é um lugar de fazendas, viemos por uma estradinha de chão sem luz, nem sinal de vida até encontrarmos o hotel. Lugarzinho bem aconchegante e parece ser muito bonito, só vamos saber amanhã.
O dono do hotel nos indicou um lugar próximo pra comermos uma pizza. Fomos lá era um boteco. Me senti naqueles filmes de bar de beira de estrada, com aqueles carecas grandes e tatuados bebendo. Não tinha nenhum careca tatuado, só gente velha (homens e mulheres bem apessoados até) tomando cerveja, assistindo futebol e olhando pra gente com cara de ???
Olhei o cardápio, só tinha pizza, cerveja e vinho. Pedi um chá gelado e o cara riu! kkkkkkk aí percebi que eu tava no lugar errado mesmo. Mas tinha Coca.
No meio do nosso jantar o cara traz uma cerveja, todo tímido dizendo: "olha, aqui você compra uma pizza e ganha uma cerveja, então não sei se vocês querem, mas it's for free!" rsrsrs não sei porque ele não deixou fechada, aí poderia ter guardado outra vez quando a gente fosse embora...
Tirando tudo, a pizza era bem boa. Comemos e fomos embora, atrás de um chocolate em algum posto aberto. (Porque a gente ia apanhar se pedisse um petit gateau no boteco. ahahaha tô rindo até agora).

Boa noite!

22 de agosto de 2013

Mais baleias em Hermanus

Hoje o tempo tava um pouquinho melhor. Sem chuva, mas continuou ventando muito e muito frio!
Aproveitamos pra andar a praia toda a pé e continuamos tentando fotografar as baleias.

Hoje tava uma festa, tinham muitas juntas, umas sete. Não sei se elas tavam brincando, se tavam brigando, acasalando ou comendo. Mas vimos as baleias rolando, saltando, saindo inteiras da água.
Pena que não conseguimos pegar a foto bem na hora (quando você fica mirando em uma, é a outra que pula!).
Amanhã nosso mergulho com os tubarões brancos está confirmado e em seguida pegamos a estrada pra cidade de George!

21 de agosto de 2013

Hermanus

Estamos em Hermanus. Hoje amanheceu bem chuvoso, dia bom pra pegar a estrada. A viagem de Cape Town até aqui durou 1h30 mais ou menos (parando pra tirar foto), a estrada é ótima, muito bom de viajar aqui.


Hermanus é uma cidadezinha bem pequena, bem bonita e bem calma.
Nosso hostel fica a uns 15 mins (a pé) do centro, é uma casa bem colorida, tem 3 salas onde gente do mundo inteiro fica ali conversando na frente da TV ou da lareira, com seus computadores e pratos de miojo no colo.


Parece um pouco a casa da minha avó, o cheiro é o mesmo inclusive.
O Marlus ia adorar esse lugar, ia fazer amizade fácil com os caras do baralho aqui do meu lado.
Quando chegamos o cara do hostel já avisou que nosso mergulho com os tubarões amanhã foi cancelado, porque o mar não tá pra marinheiro! Mas se tudo der certo, na 6a feira o tempo melhora e poderemos fazer o mergulho antes de continuar a viagem...
Como estava chovendo e ventando muito, fomos conhecer a cidade de carro mesmo. Paramos num lugar onde algumas placas indicavam a observação de baleias e ficamos lá esperando.
De repente elas apareceram, acho que vimos pelo menos duas ali.
Enorme de um bicho feio, cheio de verruga, mas foi lindo ver.
Elas chegam muito perto da beira (dizem que vêm dar cria onde a água é mais "quentinha" - deve ser abaixo de zero ali na beira!).
Não conseguimos pegar o momento em que ela tirou a cabeça da água, quem sabe amanhã.
Mas já valeu o dia.



Almoçamos num lugar que tinha vista pro mar e vimos mais algumas por ali. Tem muitas, o tempo todo.
: )

Voltamos pro hotel pra tentar procurar na internet o que podíamos fazer por aqui na chuva. Não estava conectando, então peguei o guia pra ler.... acordei 3h depois, com a Lua cheia na minha cara, entrando pela janela!
Saímos pra jantar. As 20h30 quase não tem mais nada aberto. Achamos um restaurante italiano muito bom, comi uma salada (graças a Deus, já tô precisando de uma detox). O garçon nos disse que aqui perto tem um lugar com ondas de 5m de altura, mas que não dá pra surfar... "the waves gonna kill you!"
Ainda bem que ele avisou, já tava vestindo a roupa de borracha!
Amanhã vamos procurar esse spot.

20 de agosto de 2013

Last day in Cape Town.


Oi família, amigo-lhes e outros interessados na nossa vida viagem...
Hoje foi dia de relax, comprinhas e passeio a pé.
Como não fomos em nenhum lugar novo e super legal, não tiramos muitas fotos. Então aí vão as do dia e algumas de Cape Town pra homenagear a cidade na nossa despedida:




O Karl e a Aline, amigos nossos que moraram na África do Sul, nos colocaram em contato com uns amigos deles que são do Christian Surfers daqui e combinamos de tomar um café com eles aqui perto.
Foi muito muito bom trocar algumas experiências sobre a igreja, compartilhar alegrias e dificuldades, orarmos juntos (cada um na sua língua) e até tentarmos converter uma psicóloga judia que resolveu entrar na conversa (até que ela desistiu de argumentar e foi dormir)...
Esse foi o grande momento do dia. Muito bom encontrar o Andre e o Calvin, que compartilham da mesma fé em lugares tão distantes... De alguma forma parecia que a gente falava a mesma língua!
:)


19 de agosto de 2013

Capítulo inédito da nossa minissérie: Dia 3 = Robben Island + Table Mountain + Camps Bay

8h30 estávamos no pier pro passeio até Robben Island. O catamarã levou a gente e mais umas 400 pessoas até a ilha, uma viagenzinha de 20 mins, mas bem confortável e o barco ia bem rápido (diz o Tiago que tinha duas marchas e câmbio automático, rs). Da ilha tem uma vista linda da Table Mountain (o dia ajudou muito hoje).
A visita ao ex-presídio de segurança máxima foi legal apesar não termos entendido 40% do que eles falaram (ô sotaquinho), mas eu achei bem emocionante. Quem contou a história da prisão foi um ex-preso político que conviveu com o Mandela lá dentro. Eu quase chorei algumas vezes. O Apartheid foi presente e intenso até dentro da prisão. As pessoas eram dividas por grupos: os Asiáticos e de outras origens tinham comida diferenciada, pão com geléia de manhã, enquanto os Bantus (povo negro de algumas regiões africanas) recebiam um pó misturado com água... entre outras coisas. Mas os presos políticos estavam lá por lutarem contra o apartheid, então todos se ajudavam independente da cor e da classe. Esse senhor passou 7 anos preso, e votou pela primeira vez em 94, quando a segregação terminou. Várias histórias de fazer respirar fundo....


Chegamos de volta em Cape Town 12h30, passamos no hotel só pra pegar umas barrinhas, água e o tênis e fomos pra Table Mountain. Não sabíamos exatamente qual era o começo da trilha, então paramos o carro bem na entrada do estacionamento onde tinha uma placa de trilha e fomos por ali. 
Começamos a subida as 13h30. 
15 mins depois eu queria que máscaras de ar caíssem do compartimento sobre a minha cabeça... É beeeem íngreme e a trilha é só pedra. Então são degraus que às vezes tinham metade da minha altura. Esse é o ponto em que paramos nos 15 minutos depois (e aí descobrimos que o começo da trilha de 2h ainda era do outro lado!):


Subi sem olhar pra cima pra não desistir e sem olhar pra baixo pra não despencar. Em alguns lugares a trilha tinha dois pés de largura e depois o nada! 
Foi i-n-t-e-r-m-i-n-á-v-e-l, cada pessoa que encontrávamos descendo preguntávamos quanto tempo ainda tinha de subida e a resposta sempre era 1h30! A gente não comia nada desde as 8h e o Tiago não queria parar pra comer pra gente não atrasar muito e não descer no escuro depois, e como ou eu comia ou respirava resolvi continuar sem comer mesmo... Resultado, 40 mins depois eu tava chorando!!! Compulsivamente! Por causa da fadiga, o pulmão não aguentava, a perna tremia, o joelho doía... Eu NUNCA passei por um desafio desses. Maaaas talvez tenha sido o meu estado em particular (pq as pessoas subiam conversando, desciam lindas, penteadas e maquiadas e eu morta... o Tiago resolveu subir os últimos 100m CORRENDO! Pra loucura das gordinhas que estavam sentadas lá em cima! kkkkkk Tinha gente que estava com a família inteira, um moooonte de criança que foi até lá em cima e desceu cantando... eu me senti uma sendentária... então creio que não seja tão difícil mesmo, pode ser o cansaço da viagem que ainda tá instalado em mim, não durmo direito desde Curitiba).
Enfim, quando deu 1h50 de subida estávamos lá em cima! E a vista compensou tudo. O lugar é lindo! Só faltou a bíblia, eu ia passar o dia lendo lá em cima, naquele silêncio. Eu e os pássaros! Mas ia querer descer voando!

Na primeira foto que aparece eu ali em cima a gente já tinha subido mais da metade do caminho, mas a chegada é naquela fenda entre as rochas que aparece lá em cima - depois ainda dá pra subir até o topo mais alto)

A descida também não foi fácil, porque aí você tem que voltar cuidando com as pedras soltas. De cima pra baixo não dá muito tempo de pensar se você pisar numa pedra que rola! Mas foi tudo bem. Nada que uma alongada e um mioflex não resolvam! rs
Saímos de lá e descemos até a praia de Camps Bay pra conhecer. É a praia dos ricos e famosos daqui, e lembra o Rio mesmo. Gente fazendo esporte, restaurantes chiques na beira da praia, gente bonita e bem vestida passeando, casarões montanha acima...
Assistimos o pôr do sol pra fechar o dia bem românticos <3!
Compramos um lanche e fomos comer no hotel (sem condições de ficar mais um minuto na rua)...


Só isso!
Chega, me deixem dormir agora pq ainda dói tudo!
kkkkkk

Bjos da África do Sul!

18 de agosto de 2013

Dia 2 - Cape of Good Hope + Hillsong

Decidimos levantar cedo pra ir até o Cabo da Boa Esperança, que fica dentro do Parque Nacional Table Mountain (ainda não conseguimos acostumar com o fuso, 7h30 da manhã aqui ainda são 2h30 no Brasil e levantar nesse horário tá difícil...).
De Cape Town até lá dá 1 hr de viagem (as estradas aqui são muito boas). Achei o máximo estar nesse lugar histórico, onde BARTOLOMEU DIAS (Cabral não teve nada a ver com isso) quase não venceu a curva. Apesar de ter mudado de Cabo das Tormentas para Cabo da Boa Esperança, o mar naquele ponto é super agitado, já houveram muitos naufrágios ali, por isso existem 2 faróis (o mais antigo sumia no meio da neblina e as embarcações acabavam se aproximando muito do ponto crítico, onde aconteciam as tragédias).

(só pra constar: tava frio!)

Do outro lado da rocha tem outra montanha com os faróis. Existe um bondinho que leva as pessoas até lá em cima, mas a gente resolveu fazer o exercício do dia e subir andando. O farol que aparece primeiro na foto é o que está desativado. O bondinho vai até este ponto (que já é bem alto pra subir tudo andando...), depois tem mais uma pernada até lá. De lá de cima conseguimos ver o outro farol e uma trilhazinha que chegava na beira de um precipício de onde dava pra vê-lo melhor. Mais um trecho andando (saí de casa com dois casacos e cachecol, cheguei lá na beira com tudo na mão!). Aí era o fim da trilha, o novo farol não é aberto pra visitação.


O parque é habitat de alguns animais que andam bem tranquilos por ali, inclusive no meio da rua. Esses foram alguns que conseguimos fotografar.


Chegamos em casa perto das 4h pra tomar banho e ir pra igreja fazendo força pra manter os olhos abertos. Eu tinha combinado de encontrar uma curitibana que mora em Cape Town e trabalha na Hillsong (conheci por acaso pelo Facebook). Graças a Deus o culto na Hillsong não é neeeeeem um pouco monótono. Parecia um show, com luzes, som alto, pessoas pulando e dançando, chão tremendo... Eu filmei uma parte do louvor, mas não consigo postar vídeo no blog.
O pastor que pregou era um americano bem engraçado e cheio da unção. Muita gente aceitando a Jesus no final. Culto de 1h30. Curto, direto e eficaz!


Two thousand years ago Jesus said: I'm the light of the world!
And he's still shining!

Amanhã tem Robben Island!