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20 de agosto de 2013

Last day in Cape Town.


Oi família, amigo-lhes e outros interessados na nossa vida viagem...
Hoje foi dia de relax, comprinhas e passeio a pé.
Como não fomos em nenhum lugar novo e super legal, não tiramos muitas fotos. Então aí vão as do dia e algumas de Cape Town pra homenagear a cidade na nossa despedida:




O Karl e a Aline, amigos nossos que moraram na África do Sul, nos colocaram em contato com uns amigos deles que são do Christian Surfers daqui e combinamos de tomar um café com eles aqui perto.
Foi muito muito bom trocar algumas experiências sobre a igreja, compartilhar alegrias e dificuldades, orarmos juntos (cada um na sua língua) e até tentarmos converter uma psicóloga judia que resolveu entrar na conversa (até que ela desistiu de argumentar e foi dormir)...
Esse foi o grande momento do dia. Muito bom encontrar o Andre e o Calvin, que compartilham da mesma fé em lugares tão distantes... De alguma forma parecia que a gente falava a mesma língua!
:)


19 de agosto de 2013

Capítulo inédito da nossa minissérie: Dia 3 = Robben Island + Table Mountain + Camps Bay

8h30 estávamos no pier pro passeio até Robben Island. O catamarã levou a gente e mais umas 400 pessoas até a ilha, uma viagenzinha de 20 mins, mas bem confortável e o barco ia bem rápido (diz o Tiago que tinha duas marchas e câmbio automático, rs). Da ilha tem uma vista linda da Table Mountain (o dia ajudou muito hoje).
A visita ao ex-presídio de segurança máxima foi legal apesar não termos entendido 40% do que eles falaram (ô sotaquinho), mas eu achei bem emocionante. Quem contou a história da prisão foi um ex-preso político que conviveu com o Mandela lá dentro. Eu quase chorei algumas vezes. O Apartheid foi presente e intenso até dentro da prisão. As pessoas eram dividas por grupos: os Asiáticos e de outras origens tinham comida diferenciada, pão com geléia de manhã, enquanto os Bantus (povo negro de algumas regiões africanas) recebiam um pó misturado com água... entre outras coisas. Mas os presos políticos estavam lá por lutarem contra o apartheid, então todos se ajudavam independente da cor e da classe. Esse senhor passou 7 anos preso, e votou pela primeira vez em 94, quando a segregação terminou. Várias histórias de fazer respirar fundo....


Chegamos de volta em Cape Town 12h30, passamos no hotel só pra pegar umas barrinhas, água e o tênis e fomos pra Table Mountain. Não sabíamos exatamente qual era o começo da trilha, então paramos o carro bem na entrada do estacionamento onde tinha uma placa de trilha e fomos por ali. 
Começamos a subida as 13h30. 
15 mins depois eu queria que máscaras de ar caíssem do compartimento sobre a minha cabeça... É beeeem íngreme e a trilha é só pedra. Então são degraus que às vezes tinham metade da minha altura. Esse é o ponto em que paramos nos 15 minutos depois (e aí descobrimos que o começo da trilha de 2h ainda era do outro lado!):


Subi sem olhar pra cima pra não desistir e sem olhar pra baixo pra não despencar. Em alguns lugares a trilha tinha dois pés de largura e depois o nada! 
Foi i-n-t-e-r-m-i-n-á-v-e-l, cada pessoa que encontrávamos descendo preguntávamos quanto tempo ainda tinha de subida e a resposta sempre era 1h30! A gente não comia nada desde as 8h e o Tiago não queria parar pra comer pra gente não atrasar muito e não descer no escuro depois, e como ou eu comia ou respirava resolvi continuar sem comer mesmo... Resultado, 40 mins depois eu tava chorando!!! Compulsivamente! Por causa da fadiga, o pulmão não aguentava, a perna tremia, o joelho doía... Eu NUNCA passei por um desafio desses. Maaaas talvez tenha sido o meu estado em particular (pq as pessoas subiam conversando, desciam lindas, penteadas e maquiadas e eu morta... o Tiago resolveu subir os últimos 100m CORRENDO! Pra loucura das gordinhas que estavam sentadas lá em cima! kkkkkk Tinha gente que estava com a família inteira, um moooonte de criança que foi até lá em cima e desceu cantando... eu me senti uma sendentária... então creio que não seja tão difícil mesmo, pode ser o cansaço da viagem que ainda tá instalado em mim, não durmo direito desde Curitiba).
Enfim, quando deu 1h50 de subida estávamos lá em cima! E a vista compensou tudo. O lugar é lindo! Só faltou a bíblia, eu ia passar o dia lendo lá em cima, naquele silêncio. Eu e os pássaros! Mas ia querer descer voando!

Na primeira foto que aparece eu ali em cima a gente já tinha subido mais da metade do caminho, mas a chegada é naquela fenda entre as rochas que aparece lá em cima - depois ainda dá pra subir até o topo mais alto)

A descida também não foi fácil, porque aí você tem que voltar cuidando com as pedras soltas. De cima pra baixo não dá muito tempo de pensar se você pisar numa pedra que rola! Mas foi tudo bem. Nada que uma alongada e um mioflex não resolvam! rs
Saímos de lá e descemos até a praia de Camps Bay pra conhecer. É a praia dos ricos e famosos daqui, e lembra o Rio mesmo. Gente fazendo esporte, restaurantes chiques na beira da praia, gente bonita e bem vestida passeando, casarões montanha acima...
Assistimos o pôr do sol pra fechar o dia bem românticos <3!
Compramos um lanche e fomos comer no hotel (sem condições de ficar mais um minuto na rua)...


Só isso!
Chega, me deixem dormir agora pq ainda dói tudo!
kkkkkk

Bjos da África do Sul!

18 de agosto de 2013

Dia 2 - Cape of Good Hope + Hillsong

Decidimos levantar cedo pra ir até o Cabo da Boa Esperança, que fica dentro do Parque Nacional Table Mountain (ainda não conseguimos acostumar com o fuso, 7h30 da manhã aqui ainda são 2h30 no Brasil e levantar nesse horário tá difícil...).
De Cape Town até lá dá 1 hr de viagem (as estradas aqui são muito boas). Achei o máximo estar nesse lugar histórico, onde BARTOLOMEU DIAS (Cabral não teve nada a ver com isso) quase não venceu a curva. Apesar de ter mudado de Cabo das Tormentas para Cabo da Boa Esperança, o mar naquele ponto é super agitado, já houveram muitos naufrágios ali, por isso existem 2 faróis (o mais antigo sumia no meio da neblina e as embarcações acabavam se aproximando muito do ponto crítico, onde aconteciam as tragédias).

(só pra constar: tava frio!)

Do outro lado da rocha tem outra montanha com os faróis. Existe um bondinho que leva as pessoas até lá em cima, mas a gente resolveu fazer o exercício do dia e subir andando. O farol que aparece primeiro na foto é o que está desativado. O bondinho vai até este ponto (que já é bem alto pra subir tudo andando...), depois tem mais uma pernada até lá. De lá de cima conseguimos ver o outro farol e uma trilhazinha que chegava na beira de um precipício de onde dava pra vê-lo melhor. Mais um trecho andando (saí de casa com dois casacos e cachecol, cheguei lá na beira com tudo na mão!). Aí era o fim da trilha, o novo farol não é aberto pra visitação.


O parque é habitat de alguns animais que andam bem tranquilos por ali, inclusive no meio da rua. Esses foram alguns que conseguimos fotografar.


Chegamos em casa perto das 4h pra tomar banho e ir pra igreja fazendo força pra manter os olhos abertos. Eu tinha combinado de encontrar uma curitibana que mora em Cape Town e trabalha na Hillsong (conheci por acaso pelo Facebook). Graças a Deus o culto na Hillsong não é neeeeeem um pouco monótono. Parecia um show, com luzes, som alto, pessoas pulando e dançando, chão tremendo... Eu filmei uma parte do louvor, mas não consigo postar vídeo no blog.
O pastor que pregou era um americano bem engraçado e cheio da unção. Muita gente aceitando a Jesus no final. Culto de 1h30. Curto, direto e eficaz!


Two thousand years ago Jesus said: I'm the light of the world!
And he's still shining!

Amanhã tem Robben Island!

17 de agosto de 2013

Cape Town - dia 1

Chegamos ontem aqui em Cape Town, depois de quase um dia inteiro dentro do avião, muitas horas de aeroporto, turbulência, chuva, dificuldade pra entender o inglês deles (o sotaque é uma mistura de inglês, alemão e africâner)  e ainda ter que aprender a dirigir na "contramão" com o volante do lado errado.
O Hotel é lindo (pro nosso padrão adventure), melhor do que eu imaginava. Graças a Deus, deu pra dormir muito bem.


Hoje levantamos e fomos direto pro V&A Waterfront, é o pier onde tem lojas, restaurantes, agências de turismo, etc. Bem pertinho do hotel.
Lá do lado encontramos o Two Oceans Aquarium. 
Me senti no desenho da pequena sereia. Esse lado da cidade parece cenográfico, tudo super limpo e organizado, tem muita gaivota e o aquário é bem bonito.




Almoçamos no shopping e fomos comprar nossos ingressos para a Robben Island - ilha onde o Mandela passou meia vida preso - vamos 2a feira, que é quando o tempo deve melhorar (fez algumas horas de sol que nos deixaram passear a pé, mas choveu várias vezes).

Eu e o Mandela / Tiago e o estádio


Depois fomos até a Table Mountain descobrir como é a escalada até o topo. O bondinho que leva todo mundo pra cima está em manutenção até o fim da viagem, então lá vamos nós pela trilha mesmo - diz o cara do hotel que não é tão difícil, mas são 2 hrs de subida.
Lá na Table Mountain não descobrimos nada, o tempo tava muito fechado e não encontramos ninguém pra perguntar alguma coisa, vamos ter que descobrir em alguma agência eu acho.


A noite jantamos no Waterfront denovo. Uma mega refeição com peixe, camarão e acompanhamentos (Tiago pediu arroz, eu pedi espinafre e purê de abóbora). O total da conta: R$ 55,00!


That's all!
See you soon.